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EAS Update é caro? Quanto custa e quais as alternativas ​

Atualizado em outubro de 2026.

Resposta curta: depende de quantos usuários recebem updates e de quantas vezes por mês você publica. O EAS Update, da Expo, cobra em dólar por usuários ativos por mês (MAU) que recebem updates, com uma franquia de banda e um plano gratuito limitado. Para quem publica muitas vezes por mês, pagar por usuário tende a sair previsível. Para times brasileiros que publicam poucas vezes, que usam rollout progressivo ou que precisam de orçamento em reais, vale comparar com serviços cobrados por entrega e em reais, como o Pipa no Ar, ou com o hot-updater hospedado por você.

Não citamos valores da Expo aqui: preços de terceiros mudam. Confira a página de preços do EAS antes de decidir. O que dá para comparar com segurança é o modelo de cobrança, e é ele que define se a conta cresce com o seu uso ou não.

Como o EAS Update cobra ​

  • Unidade: o usuário ativo no mês que recebe updates (MAU). A conta acompanha o tamanho da base que atualiza, não o número de deploys.
  • Banda: há uma franquia de transferência; acima dela, entra cobrança extra.
  • Moeda: dólar, no cartão internacional.
  • Plano gratuito: existe, com limites de usuários e de banda.

O EAS Update é maduro e bem integrado ao EAS Build e ao EAS Submit. Para quem já está todo no ecossistema da Expo, ter build, envio para as lojas e updates no mesmo lugar tem valor real.

O que pesa na conta de um time brasileiro ​

  1. Câmbio. A fatura em dólar muda com o real. Um orçamento anual fechado em reais pode estourar sem que o uso tenha mudado.
  2. Cartão internacional e IOF. Compras internacionais no cartão pagam IOF, e nem toda empresa tem cartão internacional liberado para o time de produto.
  3. Banda. Bundles com muitas imagens consomem a franquia mais rápido.
  4. Projetos bare. O EAS Update usa o expo-updates. Num app React Native sem Expo, isso significa adotar os módulos do Expo só para ter OTA.

Nenhum desses pontos torna o EAS ruim. Eles só mudam o custo real para quem fatura em reais.

Dois modelos: MAU em dólar e entrega em reais ​

Por usuário ativo (EAS Update)Por entrega (Pipa no Ar)
O que contaCada usuário que recebe updates no mêsCada vez que um aparelho baixa um update (bundle ou patch)
O que faz a conta subirMais usuários recebendo updatesMais aparelhos baixando, mais updates publicados
O que não entraDeploys a mais para o mesmo usuárioChecagens sem update novo, banda e armazenamento
MoedaDólarReal

No Pipa no Ar, os planos são: Free com 10 mil entregas por mês, Starter (R$ 99/mês) com 50 mil, Pro (R$ 399/mês) com 300 mil e Business (R$ 1.290/mês) com 1,5 milhão. Nos planos pagos, passar da franquia não bloqueia nada: cada mil entregas a mais custa R$ 3. Detalhes em Planos e cobrança.

Como estimar a sua conta em entregas ​

A conta aproximada é:

entregas por mês ≈ aparelhos que abrem o app × updates que chegam até eles

Três detalhes deixam o número menor do que parece:

  • Quem fica dias sem abrir o app baixa só a release mais nova. O servidor responde com a release mais recente para aquele aparelho, então três deploys na semana viram uma entrega para quem só abriu o app no sábado.
  • Rollout limita quem baixa. Uma release em 10% gera entregas só nesses 10%. Ver rollout progressivo.
  • Checagem sem novidade é grátis. O app pergunta ao servidor toda vez que abre, mas só conta quando baixa algo.

Um exemplo com números redondos: 20 mil aparelhos ativos e 2 updates por mês para todo mundo dão até 40 mil entregas, o que cabe no Starter. O mesmo app publicando 8 updates por mês para toda a base chega a até 160 mil entregas, que cabem no Pro. Para ver a sua conta, o simulador do site faz esse cálculo.

Quando cada modelo faz sentido ​

Por usuário ativo (EAS Update) faz mais sentido quando:

  • você publica muitos updates por mês para a mesma base;
  • já usa o EAS Build e o EAS Submit e quer tudo num fornecedor;
  • pagar em dólar não é problema para a empresa.

Por entrega em reais (Pipa no Ar) faz mais sentido quando:

  • você publica poucas vezes por mês, ou libera aos poucos com rollout;
  • o orçamento precisa ser em reais, sem câmbio;
  • o app é React Native bare e você não quer adotar os módulos do Expo;
  • você quer o SDK aberto do hot-updater, com a opção de hospedar por conta própria depois.

hot-updater hospedado por você faz mais sentido quando há um time de plataforma para operar servidor, banco, armazenamento, chaves de assinatura e atualizações. Você não paga licença, só a infraestrutura.

A comparação completa, sem preços de terceiros, está no comparativo.

Dá para trocar sem dor? ​

Trocar de serviço de OTA sempre passa por uma build nova na loja, porque o SDK dentro do app muda. O roteiro costuma ser:

  1. Instale o SDK novo e gere uma build nativa.
  2. Publique essa build nas lojas e espere a adoção subir.
  3. A partir daí, os updates saem pelo serviço novo. Quem ainda está na build antiga continua recebendo pelo serviço antigo enquanto ele existir.

Se o seu app é Expo, o passo a passo está em Updates OTA com Expo sem EAS. Se é React Native bare, comece pelo guia rápido.

Perguntas frequentes ​

Posso usar o EAS Build e o Pipa no Ar juntos? Sim. O EAS Build gera a build nativa, e os updates OTA saem pela CLI do hot-updater com o Pipa no Ar. Veja o guia do Expo.

O plano Free do Pipa no Ar tem rollout gradual? Não. Rollout gradual, cohorts e automação de release começam no Starter. No Free, cada release vai para 100% dos aparelhos do canal.

O que acontece se eu passar da franquia? Nos planos pagos, nada é bloqueado e o excedente entra na fatura seguinte. No Free, os aparelhos ficam na versão que já têm até o mês seguinte, e o app continua funcionando.